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oO Dicas para sua Bike Oo





Cuidados com a Bike


Todo equipamento mecânico necessita de cuidados para que possa funcionar satisfatoriamente.

Sempre que passear em locais com lama, maresia (praia), ou chuva forte é necessário limpar sua bicicleta e relubrificar a corrente.

Nunca lave a bicicleta com querosene ou outro solvente, que podem penetrar, retirando a graxa interna dos rolamentos.

Nunca usar óleo de cozinha (comestível ) na bicicleta: em hipótese alguma.

Não exagere na quantidade do óleo lubrificante (Singer) na corrente - é prejudicial.


.::limpeza

1 - Limpe bem a corrente com uma escova ou pincel embebida com querosene, não deixando escorrer para outras partes da bicicleta.

2 - Escove também com querosene as engrenagens próximas à corrente, com cuidado para não deixar entrar no cubo ou no eixo da roda.

3 - Lave a bicicleta com água e sabão neutro com uma esponja suave por causa da pintura . Depois enxague e seque com pano macio.

4 - Seque e limpe as sapatas de freio com thinner ou acetona.

5 - Relubrifique a corrente com duas a três gotas em cada junção de elos da corrente.


.:: fotos

reparando problemas na roda

Fonte: viapedal.com



oO Dicas de Saúde Oo







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Pressão Alta



Depois de certa idade todo mundo sofre de pressão alta. Todo mundo é exagero,

mas são muitos. Metade dos brasileiros com mais de 50 anos é hipertensa;

proporção que atinge 60% depois dos 60 anos, e que não pára de aumentar daí

em diante.

Sua ocorrência se tornou tão banal que é comum ouvir: "Minha mãe está ótima,

tem só uns probleminhas de pressão". Probleminhas? Hipertensão é doença

traiçoeira, sobrecarrega e hipertrofia a musculatura do coração -

especialmente a do ventrículo esquerdo, encarregada de impulsionar o sangue

através da aorta, cujo segmento superior é empurrado para cima e para trás.

Nas fases finais, a hipertrofia pode ser tão exagerada que os médicos passam

a chamá-lo de "coração de boi".

Com o passar dos anos, as camadas musculares que contraem e dilatam as

pequenas e grandes artérias do organismo se tornam endurecidas: surge a

arteriosclerose, que aumenta a probabilidade de doenças cardiovasculares.

Cerca de 60% dos ataques cardíacos ocorrem em hipertensos; e 80% dos derrames

cerebrais, também.

Além desses eventos dramáticos, a hipertensão mal controlada pode lesar os

rins, a retina e as artérias periféricas e levar à insuficiência renal, à

perda da visão e a amputações de membros, respectivamente.

Por isso, se você ou algum familiar é hipertenso, preste atenção:

1) O coração é uma bomba incansável: em suas câmaras passam 5 a 6 litros de

sangue por minuto. Isso mesmo, por minuto;

2) A pressão arterial é conseqüência da "força" que o sangue faz contra a

superfície das paredes internas das artérias para obrigá-lo a circular;

3) A pressão não é constante no decorrer do dia: em repouso ou dormindo, com

os vasos relaxados, tende a cair; e a subir, quando fazemos esforço físico,

estamos nervosos ou sob estresse,

4) Ao medir a pressão você deve estar sentado, com o aparelho ajustado em seu

braço à altura do coração. Não fale. Descanse por 5 a 10 minutos em ambiente

calmo antes de efetuar a medida. Você não deve ter realizado esforço nos

últimos 60 minutos. Não fume nem ingira alimentos ou bebidas alcoólicas nos

30 minutos que antecederem a medida. Esvazie a bexiga e não cruze as pernas.

Se a pressão estiver alta, repita a medida dois ou três minutos depois;

5) É preciso muita cautela antes de rotular uma pessoa como hipertensa;

6) Você terá níveis ideais de pressão, quando a máxima estiver abaixo de 12,

e a mínima, abaixo de 8. Estará numa situação limítrofe quando a máxima

estiver entre 13,0 e 13,9 ou a mínima entre 8,5 e 9. Será considerado

hipertenso quando a máxima atingir 14,0 ou mais ou a mínima atingir ou

ultrapassar 9,0;

7) Aumentos de peso e de pressão arterial andam de mãos dadas. As

diminuições, também: nos hipertensos, para cada 1 kg perdido a pressão cai em

média 0,13 a 0,16 unidades (cm);

8) Muitos acham que aumento da pressão provoca dor de cabeça, tontura, peso

na nuca, mas, como nada sentem, passam anos sem medi-la. Está errado, a

doença é silenciosa. Só provoca sintomas em fases muito avançadas ou quando

ocorre aumento abrupto;

9) Em 90% a 95% dos casos não se consegue descobrir a causa da hipertensão;

10) A doença é mais comum em negros e seus descendentes;

11) O objetivo-alvo do tratamento é manter rigorosamente níveis que não

ultrapassem 12 x 8;

12) A melhor forma de controlar a pressão é por meio de mudanças no estilo de

vida: manter atividade física diária, evitar a obesidade, o consumo exagerado

de bebidas alcoólicas, alimentos gordurosos, doces, sal, reduzir o estresse

e, especialmente, deixar de fumar;

13) A prevenção das complicações através do uso de medicamentos anti-

hipertensivos foi um dos maiores sucessos da medicina contemporânea;

14) Se puder, escolha um médico atualizado com as inúmeras opções

terapêuticas disponíveis;

15) Assuma o controle de sua condição: compre um aparelho para medir a

pressão em horários variados;

16) Tome os comprimidos religiosamente nos horários prescritos. Em caso de

efeitos colaterais, entre em contato com seu médico, não faça ajuste de doses

nem interrompa o tratamento por conta própria;

17) Descontados os casos de hipertensão mais leve, é provável que você tenha

de tomar remédio pelo resto da vida. Não fique revoltado, dê graças a Deus

por eles existirem.



Fonte: Drauzio Varella



Estresse e Depressão



Na depressão, o existir é um fardo insuportável. "A tristeza é tanta que

acordo pela manhã e não encontro razão para levantar; só saio da cama porque

permanecer deitada pode ser pior", queixou-se uma senhora depois do terceiro

episódio da doença. "Na depressão, a vida fica por um triz", observou ela.

Depressão é a tristeza quando não tem fim, quadro muito diferente do

entristecer passageiro ligado aos fatos da vida. É uma doença potencialmente

grave que interfere com o sono, com a vontade de comer, com a vida sexual,

com o trabalho, e que está associada a altos índices de mortalidade por

complicações clínicas ou suicídio É a mais comum de todas as enfermidades

psiquiátricas, acomete mais as mulheres e apresenta caráter recidivante:

depois do primeiro episódio, a probabilidade de ocorrer outro é de 50%;

depois do segundo, sobe para 75%; e, depois do terceiro, para pelo menos 90%.

Se é uma doença psiquiátrica, que alterações acontecem no cérebro das pessoas

deprimidas?

Há 40 anos a explicação mais aceita tem sido a de que no cérebro dos

deprimidos haveria diminuição da produção de certos neurotransmissores

(substâncias que agem na transmissão de sinais entre os neurônios), entre os

quais a serotonina provavelmente exerceria papel preponderante.

A idéia de que baixos níveis de serotonina em certas áreas do cérebro seriam

a causa da depressão foi reforçada pela demonstração de que o aparecimento de

medicamentos capazes de aumentar as concentrações cerebrais desse

neurotransmissor (das quais as mais populares são a fluoxetina e a

sertralina) beneficiou grande número de pacientes.

Nos últimos dez anos, no entanto, a hipótese dos níveis inadequados de

serotonina passou a ser cada vez mais contestada. O principal argumento

contrário a ela foi o de que, embora concentrações diminuídas desse

neurotransmissor tenham sido detectadas no sistema nervoso central de vítimas

de tentativas violentas de suicídio, nunca foi possível demonstrar

deficiência de serotonina no cérebro de pacientes deprimidos.

Em edição especial, a revista "Science" traz uma discussão sobre o conjunto

de idéias mais aceito atualmente para explicar a depressão: a hipótese do

estresse.

Segundo essa hipótese, em resposta aos estímulos agressivos do ambiente, o

hipotálamo produz um hormônio (CRF) para convencer a hipófise a mandar ordem

para as supra-renais produzirem cortisol e outros derivados da cortisona.

Diversos trabalhos experimentais mostraram que esses hormônios do estresse

(CRF, cortisol e outros) prejudicam a saúde dos neurônios, porque modificam a

composição química do meio em que essas células exercem suas funções. A

persistência do estresse altera de tal forma a arquitetura dos circuitos

neuronais que chega a modificar a própria anatomia cerebral. Por exemplo,

provoca redução das dimensões do hipocampo, estrutura envolvida na memória, e

área fundamental para a ação das drogas antidepressivas.

Pesquisadores da Universidade de Emery, em Atlanta, demonstraram a existência

de períodos críticos na infância em que sofrer violência física, abuso

sexual, ausência de cuidados maternos e outros tipos de estresse emocional

podem conduzir à hipersecreção de CFR no hipotálamo, com conseqüente

liberação de cortisol pelas supra-renais, alterações associadas à depressão

na vida adulta. Os pesquisadores concluíram que "muitas das alterações

neurobioquímicas encontradas na depressão do adulto podem ser explicadas pelo

estresse ocorrido em fases precoces da infância".

De fato, no estudo clínico conduzido em Atlanta, 45% dos adultos com quadros

depressivos de pelos menos dois anos de duração haviam sido abusados,

negligenciados ou sofrido perda dos pais na infância.

Outro achado importante para definir o papel dos hormônios do estresse foi a

demonstração recente de que a injeção de CRF diretamente no cérebro de

animais de laboratório induz o aparecimento de quadros típicos de depressão e

de distúrbios de ansiedade, sugerindo que depressão e ansiedade tenham

mecanismos comuns e possam ser induzidas por fatores semelhantes. Talvez seja

essa a justificativa para a maioria das pessoas com depressão na vida adulta

referir personalidade hiper-ansiosa na infância e adolescência.

Neurocientistas proeminentes defendem a teoria de que o mecanismo através do

qual o estresse induziria depressão estaria ligado ao hipocampo: os hormônios

do estresse suprimiriam o nascimento de novos neurônios nessa estrutura

crucial para o processamento da memória. Tal suspeita ganhou ímpeto

especialmente depois da publicação meses atrás de uma descoberta inesperada:

depois de duas ou três semanas de tratamento com drogas antidepressivas

começam a nascer novos neurônios no hipocampo (neurogênese). Esse achado

explicaria também por que, apesar de os antidepressivos elevarem

imediatamente os níveis cerebrais de serotonina, sua ação benéfica só se

manifesta semanas mais tarde.

O conhecimento da arquitetura dos circuitos cerebrais envolvidos na depressão

adquirido nos últimos dez anos provocou uma explosão de ensaios terapêuticos

com drogas dotadas de mecanismos de ação muito diferentes das atuais. Estamos

no limiar de descobertas que revolucionarão o tratamento dessa enfermidade

tão debilitante.



Fonte: Drauzio Varella




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